Enxerto Autólogo

Snag Eun Park by Pixabay

Enxerto Autólogo de Gordura

O  Enxerto Autólogo de Gordura é uma técnica utilizada por cirurgiões plásticos que preserva as chamadas ADCs, “Adipose Derived Cells”, expressão em inglês que significa células derivadas de gordura.

As Células Derivadas do Tecido Adiposo são de fácil obtenção através de Lipoaspiração e se encontram em abundância neste tecido. O tecido adiposo, além de ser rico em ADCs ou Células Derivadas de Gordura, é também rodeado na sua circunvizinhança por células do fator de crescimento, células progenitoras do endotélio e células mesenquimais.

Entretanto, estas últimas precisam ser manipuladas de forma correta e reinjetadas em combinação com células adiposas. Deste modo, proporcionarão um ambiente favorável  à preservação do tecido adiposo injetado.

O Enxerto Autólogo de Gordura é processado após a Lipoaspiração. A gordura processada, então, é reinjetada na área a ser tratada. O fato de utilizar as próprias células do (a) paciente, evita problemas de transmissão de doenças ou de rejeição associada aos tecidos de doadores e aos implantes temporários ou definitivos. Esta técnica auxilia na remodelação facial, levantamento de glúteos, reparação de ossos fraturados da face e reconstrução mamária.

Veja como o Enxerto Autólogo de Gordura pode ser utilizada para uma estética desejada:

  1. A remodelação do volume da face com o Enxerto Autólogo de Gordura  é indicado no processo de reversão do envelhecimento facial. Com esta técnica, a remodelação volumétrica tridimensional da face pode ter resultados eficientes. O procedimento pode ser realizado em toda face ou em áreas isoladas como nariz, região malar, queixo e mandíbula. A anestesia utilizada é a local. Edemas ou equimoses persistentes são raros, sendo assim o tempo de recuperação é rápido. Isto é possível porque as ADCs são retiradas do (a) próprio (a) paciente e sem cortes. Por ser um procedimento simples e ter uma recuperação rápida, o(a) paciente não tem a necessidade de se afastar de suas atividades cotidianas.
  2. Outra utilização do Enxerto Autólogo de Gordura é reparar os ossos fraturados da face. Quando as ADCs são associadas a células de fator de crescimento e células progenitoras endoteliais e injetadas na região, conseguem restaurar os ossos da face e otimizar o tempo de cicatrização óssea.
  3. Não é só o rosto que pode utilizar a técnica do Enxerto Autólogo de Gordura. A região do glúteo também pode ser esteticamente modificada. Durante este procedimento, a gordura rica em ADCs do (a) próprio (a) paciente é injetada na região glútea. A indicação pode ser para aumentar o volume e obter uma silhueta mais curvilínea.
  4. A reconstrução mamária também pode se valer da utilização do Enxerto Autólogo de Gordura. Estudos mostram que o objetivo é restaurar o volume mamário e melhorar a qualidade da pele das mamas. Dessa maneira, as próteses expansíveis (implantes) podem se acomodar melhor a região, como também auxiliam a pacientes com cicatrizes, perda de volume peitoral e melhor regeneração do tecido epitelial nesta região.